Lambert

Nascido em 1983, no norte da Alemanha, Paul Tony Lambert desenvolve em Berlim um projeto neoclássico como pianista e compositor sob o nome Lambert, marcado pelo uso de uma máscara de couro sardo adornada com madeira que preserva o anonimato de palco. Formado em piano jazz e tendo passado um período como baterista em bandas de garage rock, ele voltou‑se no início dos anos 2010 para uma linguagem para piano acústico que mistura minimalismo contemporâneo, herança romântica e um sentido melódico próximo à música de cinema. O primeiro disco, simplesmente intitulado Lambert e publicado em 2014 pela editora berlinense Staatsakt, inscreve‑se numa série de peças curtas e contidas que se prolonga com Stay in the Dark (2015), escrito e gravado de noite, e depois com Lost Tapes e Excess em 2016. Paralelamente, ele re‑arranja neste estilo temas de grupos indie como Rue Royale, Me and My Drummer ou Bonaparte e assina bandas sonoras, nomeadamente para a comédia Hedi Schneider Is Stuck de Sonja Heiss. A partir de Sweet Apocalypse, lançado em 2017 pela Mercury KX, a escrita abre‑se mais para cordas, percussão e metais, assim como para um trabalho de estúdio mais afirmado. A colaboração com Brooklyn Dekker, dos Rue Royale, culmina no álbum partilhado We Share Phenomena em 2018, enquanto True (2019) e False (2020) prolongam este lado mais coletivo; este último reúne em cada faixa um convidado diferente do catálogo Mercury KX, sem abandonar o núcleo de um piano repetitivo, melancólico e deliberadamente depurado.

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mar. 12