Orchestra Baobab
Nascido na efervescência das noites de Dakar no início dos anos 1970, o Orchestra Baobab formou‑se como orquestra residente do Club Baobab, reunindo antigos músicos do Star Band em torno de um repertório que mistura músicas afro‑cubanas, ritmos wolof, influências mandinga e traços da canção afro‑portuguesa. Ao longo das primeiras gravações e das digressões pela África Ocidental, o coletivo desenvolveu uma estética de guitarras entrelaçadas, secções de metais suaves e vozes poliglotas em wolof, bambara ou crioulo, que enraizou o Orchestra Baobab numa tradição urbana senegalesa marcada tanto pela rumba como pelas orquestras de baile. Após um primeiro período ativo até meados da década de 1980, o grupo entrou em dormência, antes de retomar a atividade no virar do milénio, impulsionado nomeadamente pela reedição do álbum Pirate’s Choice em 1989 e por Specialist in All Styles em 2002, gravado com a participação de Youssou N’Dour e Ibrahim Ferrer. Reaparecendo nos palcos internacionais com Made in Dakar (2007) e Tribute to Ndiouga Dieng (2017), o Orchestra Baobab mantém hoje uma atividade centrada em concertos — grandes salas europeias, festivais africanos e longas digressões — mantendo, ao mesmo tempo, uma forte ligação à história musical de Dakar.
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