Grand Corps Malade
Sob o nome artístico Grand Corps Malade, o slammer e cantor-compositor Fabien Marsaud, nascido em 1977 na região de Paris e marcado por um acidente em 1997 que o deixou parcialmente incapacitado, desenvolveu uma obra centrada na língua falada e na narração. Natural de Saint‑Denis, Grand Corps Malade destacou‑se nas cenas de slam parisienses no início dos anos 2000, antes de lançar em 2006 o álbum "Midi 20", que instalou um estilo que mistura crónica social, humor contido e relatos íntimos. Seguiram‑se "Enfant de la ville" (2008), "3ème temps" (2010) e "Funambule" (2013), onde o slam se aproxima da chanson francesa através de arranjos mais melódicos. O projeto coletivo "Il nous restera ça" (2015) realçou textos escritos em torno de uma mesma frase, enquanto "Plan B" (2018) confirmou o equilíbrio entre poesia falada, influências do hip‑hop e formatos próximos do pop. Com "Mesdames" (2020), Grand Corps Malade dedicou um disco às vozes femininas convidadas nas suas canções, e participou depois no projeto comum "Éphémère" (2021) com Ben Mazué e Gaël Faye. Paralelamente aos álbuns, escreveu e codirigiu os filmes "Patients" (2017) e "La Vie scolaire" (2019), prolongando no cinema a sua atenção às narrativas do quotidiano, à periferia e às trajetórias individuais. Em 2023, o álbum "Reflets" prosseguiu este trabalho de escrita ligado à autobiografia e à observação social.
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