Die Krupps

Nascidos em Düsseldorf no início dos anos 1980, os Die Krupps desenvolveram desde cedo uma abordagem industrial centrada no ruído, nas texturas metálicas e numa crítica explícita à sociedade industrial alemã. Formado em torno de Jürgen Engler, com a contribuição, entre outros, de Ralf Dörper, o grupo evoluiu rapidamente de um formato experimental para uma electrónica mais estruturada, marcada por ritmos físicos e repetitivos que aproximaram os Die Krupps do que viria a ser identificado como electronic body music. Após a fase radical de “Stahlwerksynfonie” (1981) e a orientação mais sequenciada de “Volle Kraft Voraus!” (1982), a formação incorporou progressivamente elementos rock e depois metal, até à viragem do início dos anos 1990 com os álbuns “I” (1992) e “II – The Final Option” (1993), onde guitarras pesadas e programações electrónicas se combinam num registo de metal industrial que se tornaria assinatura dos Die Krupps. Os discos “III – Odyssey of the Mind” (1995) e “Paradise Now” (1997) prolongaram essa hibridização antes de uma pausa e de uma retoma na década de 2000, marcada por novas digressões internacionais e por uma série de álbuns como “The Machinists of Joy” (2013), “V – Metal Machine Music” (2015) ou “Vision 2020 Vision” (2019). Entre a EBM, o industrial e o metal, os Die Krupps articulam letras políticas, iconografia operária e sonoridades mecânicas, ao mesmo tempo que se adaptam às cenas electrónicas e metal europeias e norte-americanas, com uma constituição do grupo frequentemente alterada, mas centrada na direção artística de Jürgen Engler.

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