Esperanza Spalding

Nascida em Portland, Oregon, em 1984, Esperanza Spalding desenvolveu desde muito cedo uma relação intuitiva com a música antes de estudar no Berklee College of Music, onde viria mais tarde a lecionar. Baixista, cantora e compositora, Spalding atua num jazz contemporâneo que integra elementos de soul, pop, rock, músicas afro‑latinas e música de câmara. Gravou o primeiro álbum, Junjo, em 2006, seguido de Esperanza em 2008, que a projetou internacionalmente, e depois Chamber Music Society (2010) e Radio Music Society (2012), dois projetos que exploraram respetivamente um lado mais intimista e outro mais urbano da sua escrita. Com Emily’s D+Evolution (2016) voltou-se para um álbum conceptual que mistura rock, funk e dramaturgia cénica; a isso seguiram-se Exposure (2017), criado num dispositivo de composição com tempo limitado, 12 Little Spells (2018), centrado na articulação entre corpo, texto e som, e Songwrights Apothecary Lab (2021), que cruza investigação musical e reflexão sobre a escuta. Canta em várias línguas — nomeadamente inglês, espanhol e português — e desenvolve um fraseado de baixo muito melódico, frequentemente associado a uma voz flexível e ao recurso regular à improvisação vocal. O seu percurso inclui numerosas colaborações com músicos de jazz e de música improvisada, bem como uma presença constante em festivais internacionais; em 2011 foi distinguida com um Grammy Award na categoria Best New Artist, um reconhecimento raro para uma artista proveniente sobretudo do jazz.

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