Dropkick Murphys
Formado em 1996 na periferia de Boston, em Quincy (Estados Unidos), o Dropkick Murphys desenvolve um punk rock fortemente marcado pela cultura irlandesa e pelo imaginário operário da Nova Inglaterra. Em torno do baixista Ken Casey, a banda foi gradualmente ganhando destaque na cena punk e hardcore norte‑americana — primeiro com o vocalista Mike McColgan e, a partir de 1998, com Al Barr — ao mesmo tempo em que alargava a formação com instrumentos acústicos vindos da música tradicional. Os primeiros álbuns do Dropkick Murphys, entre eles Do or Die (1998) e The Gang’s All Here (1999), estabeleceram a base de um som que mistura coros gritados, melodias do folk irlandês e a energia do street punk, que o grupo foi refinando em Blackout (2003) e The Warrior’s Code (2005), onde se encontra “I’m Shipping Up to Boston”, construído a partir de letras de Woody Guthrie. Ao longo das décadas de 2000 e 2010, o grupo intensificou as digressões internacionais, os concertos de St. Patrick’s Day em Boston e colaborações pontuais — por exemplo com Bruce Springsteen — mantendo ao mesmo tempo uma discografia regular com Going Out in Style (2011), 11 Short Stories of Pain & Glory (2017) e Turn Up That Dial (2021). O projeto passou depois a privilegiar um diálogo mais direto com a herança folk americana, em particular em This Machine Still Kills Fascists (2022), sem perder a matriz punk e coletiva que caracteriza o Dropkick Murphys desde o início.
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