Chino
Marcado pela cena pós‑industrial de Katowice nos anos 1990, Chino desenvolveu inicialmente uma prática ligada ao graffiti antes de se voltar para as músicas que o acompanhavam então — entre o electro «clássico», texturas industriais e ritmos mecânicos. Esta dupla cultura, visual e sonora, estrutura ainda o seu trabalho como produtor, performer ao vivo e designer gráfico. Após uma passagem pela Academia de Belas Artes de Katowice, onde também lecionou, Chino fez evoluir a sua música de experimentos de sampling para uma escrita mais diretamente ligada à síntese e à improvisação. Os seus sets podem tomar a forma de techno tenso para peak time, bem como de derivações nocturnas mais oblíquas. A sua abordagem mantém‑se centrada numa música de máquinas densa, seca e brutal nos contornos, mas atravessada por impulsos mais orgânicos. Chino é também um dos fundadores do Radar — inicialmente um clube em Cracóvia, depois um coletivo e uma importante série de eventos no underground local — onde contribui tanto para a linha artística como para a identidade visual. As suas produções saíram em selos como Recognition, S1 Warsaw, Holger, Altered States Tapes e Shtum, e as suas performances levaram‑no da Polónia à Alemanha, bem como à Ucrânia, Geórgia, Albânia e várias cenas da Ásia Central.
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