Luneris

Conduzido por duas irmãs — uma harpista e uma violinista que também atuam como produtoras — o projeto Luneris situa-se na interseção entre a música eletrónica, as tradições celtas e as influências nórdicas, com uma estética frequentemente descrita como Electro Pagan Trance. Luneris desenvolve uma linguagem em que a harpa elétrica, o violino e instrumentos tradicionais como a flauta, a guimbarde (guimbarda) ou o olifante dialogam com uma produção electrónica orientada para a dança e a trance. Em palco, o duo constrói concertos pensados como experiências imersivas, articulando luz, cenografia e interação com o público em torno de formas de ritual contemporâneo. Um primeiro álbum está anunciado para 2026, concebido como uma exploração das ligações entre legados musicais antigos e as pulsações electrónicas atuais. As duas musicistas baseiam-se numa formação sólida em conservatório, com mestrados especializados em violino e harpa obtidos, entre outros, no Conservatório Real de Bruxelas, no DIT Conservatory of Music and Drama em Dublin, no Conservatorio Giuseppe Verdi em Milão e no IMEP em Namur, bem como numa prática activa da música tradicional irlandesa e da música clássica. Antes de Luneris, conceberam vários projectos de palco e de gravação, entre os quais o espectáculo infantojuvenil Dans la forêt enchantée criado em 2021, Land of Legend lançado em 2020 em torno de melodias tradicionais celtas, La Légende du Lac em coprodução com a Showamme a partir de 2024 e o Trio Jenlis, com o álbum Musique française pour violon, violoncelle et harpe editado em 2019 — experiências que hoje alimentam o universo de Luneris.

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