Regensburger Domspatzen
Vinculados à catedral de São Pedro de Ratisbona, na Baviera, os Regensburger Domspatzen inserem‑se numa história que remonta a 975, com a criação de uma escola catedralícia pelo bispo Wolfgang de Ratisbona. Este conjunto alemão de vozes de rapazes e jovens homens começou por servir a liturgia, desenvolvendo paralelamente uma intensa atividade de concertos e gravações que o consolidou no panorama coral europeu. O repertório dos Regensburger Domspatzen concentra‑se na música sacra, na polifonia coral e nas grandes páginas do barroco, com destaque para Bach, Schütz e Händel. No século XX, a evolução do grupo foi marcada por Theobald Schrems e depois por Georg Ratzinger, antes das direções de Roland Büchner e, desde 2019, de Christian Heiß. A sua atividade alterna ofícios na catedral, digressões na Alemanha e no estrangeiro e numerosas gravações discográficas. A sonoridade dos Regensburger Domspatzen assenta num equilíbrio entre a claridade das linhas, a homogeneidade dos naipes e a tradição do canto litúrgico alemão, numa abordagem que liga prática religiosa e interpretação de concerto.