Taburete

Em torno da voz de Guillermo “Willy” Bárcenas e da guitarra de Antón Carreño, o grupo madrileno Taburete impôs‑se a partir de meados da década de 2010 numa cena que combina pop, canção espanhola e influências latino‑americanas. Nascido em Madrid, o Taburete começou como formação independente, destacando‑se nas salas da capital antes de alargar gradualmente a sua audiência por toda a Espanha e por vários países da América Latina. O primeiro álbum, Tres tequilas (2015), estabeleceu uma mistura de pop acústico, rumba e baladas; Doctor Charas (2016) realçou o lado festivo e narrativo do projeto. Com Madame Ayahuasca (2018), o grupo introduziu arranjos mais elaborados e referências explícitas à tradição musical mexicana e sul‑americana, mantendo uma escrita direta sobre temas como a viagem, a amizade e as relações sentimentais. Os álbuns Matadero 5 (2020) e La broma infinita (2021) assinalam uma evolução para um som mais pop‑rock, em que guitarras elétricas e tempos mais rápidos coexistem com canções lentas. Em palco, o Taburete atua como uma formação alargada, integrando secção rítmica e teclados, o que permite ao projeto oscilar entre concerto de pop urbano, ambiente de uma peña espanhola e energia de uma banda de rock.

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