Babasónicos
Formado no início dos anos 1990 na periferia sul de Buenos Aires, o grupo argentino Babasónicos surgiu inicialmente na onda do rock alternativo local, mesclando a herança do rock nacional, referências pop e gosto pela experimentação. Em torno do vocalista Adrián Dárgelos, Babasónicos desenvolveu nos primeiros álbuns, como Pasto (1992) e Trance Zomba (1994), um universo marcado por texturas psicadélicas, quebras de ritmo e um uso frequente da ironia nas letras, antes de consolidar esse lado mais abrasivo em Dopádromo (1996) e Babasónica (1997). Com Miami (1999) e sobretudo Jessico (2001) e Infame (2003), o grupo evoluiu para formatos mais concisos e um som mais melódico em que o rock se aproximou da pop, da electropop e por vezes da canção, sem deixar de lado o trabalho nos arranjos. A morte do baixista Gabriel “Gabo” Manelli em 2008 ocorreu num período de intensa atividade em palcos da América Latina e da Europa, sem interromper a continuidade criativa de Babasónicos, que em seguida lançou Mucho (2008), A propósito (2011) e Romantisísmico (2013). Prosseguindo a exploração de uma mistura de rock, pop e piscares eletrónicos, Babasónicos afinou essa estética em Discutible (2018) e Trinchera (2022), mantendo-se associado aos grandes palcos do rock hispanófono e ao circuito de festivais onde o grupo defende um repertório que abrange mais de três décadas.
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