Oriane Lacaille
Entre a Reunião e os Alpes, o percurso de Oriane Lacaille inscreve‑se numa história familiar de música e criolidade. Nascida em 1986 numa família réunionense instalada na França metropolitana, filha do acordeonista René Lacaille, Oriane Lacaille cresceu num ambiente alimentado pelo séga, pelo maloya, pela música de baile e pelo jazz. Muito cedo em palco — desde a adolescência — acompanhou o pai em tournée e apropriou‑se dos ritmos ternários da Reunião, enquanto vivia num «país frio». Durante muito tempo cantando exclusivamente em crioulo, a sua música abre‑se depois para a escrita bilingue francês–crioulo, com textos marcados por questões de amor, feminilidade, maternidade, migrações, escravatura, violência doméstica ou por um registo onírico. Ao longo dos anos, Oriane Lacaille desenvolveu primeiro o duo Titi Zaro com Coline Linder e cofundou depois o projeto Bonbon Vodou com Jerem Boucris, onde se cruzam a chanson, as músicas afro‑caribenhas e a herança réunionense. Nas suas composições, muitas vezes escritas no ukulele ou a partir da guitarra takamba, Oriane Lacaille molda um canto flexível que circula naturalmente entre o crioulo e o francês, sobre arranjos acústicos próximos do folk e da canção. Em palco apresenta este repertório em trio com Héloïse Divilly e Yann‑Lou Bertrand, numa formação que privilegia a polirritmia e as vozes.
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