Ali Amran
Inserido na cena cabile contemporânea, Ali Amran desenvolve desde a Cabília, na Argélia, um repertório em que a canção amazigh dialoga com formas pop, folk e rock. A sua escrita apoia-se em melodias e inflexões vocais provenientes do património tradicional norte-africano, ao mesmo tempo que as enquadra em arranjos mais contemporâneos, acessíveis sem perder o seu enraizamento cultural. Com Amsebrid, em 2001, Ali Amran lançou as bases de uma abordagem centrada na renovação da canção kabiliana, num formato moderno em que guitarra, ritmo e linha melódica ocupam lugar central. Ao longo da sua discografia, Ali Amran prossegue este trabalho de equilíbrio entre a herança amazigh e as formas atuais, com letras pessoais e uma abordagem próxima da canção de autor. Tidyanin, editado em 2018, inscreve-se nessa continuidade. O projeto Tamyafit, dedicado a Cheikh El Hasnaoui, evidencia outra vertente do seu percurso ao revisitar esse repertório patrimonial com uma moldura harmónica mais atual, fiel à linha que Ali Amran tem seguido desde o início dos anos 2000.
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